[Projeto Fliperama] – Primeiro projeto da célula de hardware

Na reunião desta semana, definimos qual será o nosso primeiro trabalho propriamente dito.  O projeto escolhido foi a construção de uma máquina de fliperama, sugestão do Prof. Ms. Fernando Bevilacqua.

arcade

Quando em uma rápida reunião com o professor na semana passada, nos foi sugerido dentre outras coisas, a construção de uma máquina (ou mini máquina) de fliperama (também conhecida como Arcade), tudo me pareceu bem simples em um primeiro momento. Digo isto porque lá pela década de 90, eu já era um apaixonado por jogos. Naquela época, ter um videogame em casa era um luxo para poucos. Então eu, assim como a grande maioria de crianças e adolescentes (até mesmo alguns adultos) costumávamos frequentar os fliperamas. Eventualmente eu via como era o serviço de manutenção das máquinas, coleta de fichas e etc. Aquilo sempre me fascinou. Para falar a verdade, acredito que alí foi onde começou o meu interesse por descobrir como as coisas funcionam, algo que me move até hoje.

Como eu disse, em um primeiro momento, tudo pareceu bem fácil. Lógico que lembrei de como as máquinas me pareciam complexas naquela época, quando eu não sabia absolutamente nada de eletrônica e afins. Na verdade a complexidade dessas máquinas não diminuiu, mas nós fomos aprendendo mais, a ponto de entender como funcionam algumas coisas. Na maioria dos fliperamas, os jogos eram embutidos nas placas internas. Isso barateava o custo de fabricação mas tornava difícil a substituição dos jogos. Com o tempo, surgiram outras tecnologias e foi então implementado nos fliperamas um sistema parecido com o dos cartuchos dos primeiros videogames.

Mas ainda assim, o custo de fabricação e complexidade de um sistema destes é alto, ainda mais para nós que estamos apenas começando. Optamos então por desenvolver toda a máquina em cima de um computador comum, mas sem deixar de lado alguns itens e características que fazem o arcade ser tão interessante. São esses pontos que serão o nosso desafio para a realização do projeto.

Que jogo rodar?

Pode parecer simples escolher um jogo para colocar em uma máquina destas. Porém, existem diversos fatores que nos limitam em um primeiro momento, e afunilam essa escolha. Dentre esses fatores, estão a integração do jogo com os controles (já que o objetivo é fazer a limitação de acesso ao jogo mediante o uso de fichas), o jogo escolhido precisa ser gratuito e rodar em plataforma livre (nesse caso, vamos utilizar alguma distro do GNU/Linux). Já temos dois membros da célula estudando esses e outros detalhes, inclusive a possibilidade de se utilizar um jogo de luta, que convenhamos, é o mais legal de um fliperama. Em um primeiro momento, precisamos definir um jogo para testar se tudo vai funcionar como deve. Esse jogo vai nos dizer qual será o hardware que devemos utilizar para rodar tudo, que tipo de controle iremos adaptar (teclado+mouse ou joystick) entre outras coisas.

Contador de fichas

Ok, vamos desenvolver um fliperama. O objetivo é gerar diversão (e até algumas disputas saudáveis, assim esperamos) em diversos tipos de ambientes. Objetivamos implementar e fomentar com esta máquina, algo que já é adotado em diversas empresas ao redor do mundo, que é ter uma área de lazer multitarefas onde o funcionário poder tirar alguns minutos durante seu expediente para relaxar um pouco e assim, aumentar a sua produtividade, criatividade etc. Só que nada disso é legal quando você chega para brincar um pouco, e tem um viciado pendurado na máquina que não sai de lá por nada. O sistema de fichas também servirá para termos a oportunidade de utilizar algo em que trabalhamos e estudamos aqui na célula, que é o Arduino. Ele será o “cérebro” por trás deste sistema de contagem e reconhecimento de fichas. O Arduino também será responsável por reconhecer qual dos dois conjuntos de controle está sendo utilizado na mesa do arcade, ou então, no caso de utilizarmos um jogo de luta por exemplo, reconhecer que já existe um jogador utilizando um dos controles, e liberar a utilização dos comandos para o novo usuário, tudo devidamente configurado e pronto para o jogo. Atualmente temos dois outros membros da célula trabalhando em cima desta parte do projeto e no decorrer do projeto outros membros deverão integrar esta etapa, pois ela é ainda mais complicada do que parece.

Sistema de controles

O sistema de controle adotado será o mesmo utilizado em todas as máquinas, formado pela “palanca” e os botões. A quantidade de botões ainda será definida, por conta do jogo que será escolhido. A quantidade de botões não deverá ser pequena, de modo que mais adiante possamos mudar o jogo que rodará na máquina e tenhamos espaço para implementar novas funções, mas também não deverá ser tão grande de modo que o usuário não consiga se adaptar na primeira ou segunda partida. Como dito anteriormente, o controle do arcade será adaptado em cima do kit teclado+mouse ou então em cima do codificador USB contido no interior dos conhecidos joysticks.

O Hardware

O hardware utilizado ainda será definido, principalmente o monitor que será utilizado. Como os jogos gratuitos que rodam em linux tem a tendência de não exigir grande capacidade de processamento gráfico dos computadores, acreditamos que a máquina que irá ser o coração do nosso fliperama não precisará ser muito potente. O computador utilizado não deverá ser tão antigo de forma que dificulte algum upgrade por falta de peças disponíveis no mercado, se isto for necessário.

O gabinete

O gabinete irá guardar e proteger todo o sistema do fliperama. Ele acomodará o computador, sistemas de controle, contador de fichas, depósito de fichas, sistema de reprodução de som e imagem. O conceito adotado será parecido com o das máquinas de fliperama que já conhecemos. Assim que tivermos o hardware e monitor que serão utilizados, eu começarei o esboço do gabinete utilizando o software de modelagem 3D gratuito chamado Trimble Sketchup. Ele nos permitirá fazer alterações e projetar com maior exatidão as dimensões do gabinete. Desta forma também poderemos economizar na hora de adquirir o material de construção do gabinete, adquirindo somente o material necessário evitando desperdícios.

No decorrer desta semana vamos trabalhar na aquisição dos componentes, seja buscando alguma parceria para doação ou adquirindo diretamente os itens necessários. Existem algumas possibilidades que comentamos na última reunião e vamos estudar a viabilidade de cada uma, sem deixar é claro, de trabalhar nos quesitos técnicos que já comentei aqui. No decorrer da semana meus colegas deverão postar aqui no blog algumas informações sobre o andamento da escolha dos jogos e também do trabalho no sistema de contagem de fichas.

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