Apresentação e Flex no Linux

Apresentação

Meu nome é Alex Reimann Cunha Lima. Sou estudante do quinto período do curso de Ciência da Computação da UFFS, juntamente com meu colega de célula, Michel Soares Tartas. Comecei a projetar em papel jogos digitais (desenhar sprites, preparar enredo, criar personagens etc) em 1989, logo que meu irmão contou-me sobre um jogo medieval com o qual ele havia tido contato em um arcade (mais tarde eu soube que se tratava do jogo Golden Axe, da SEGA). Em 1991, descobri que era possível desenvolver jogos com a ajuda de um computador: vi notícias nas revistas Super Interessante e Ciência Hoje sobre a existência de um programa chamado Game-Maker, da Recreational Software Designs, que serviria para tal fim. Então, ansioso por ter acesso a um microcomputador, continuei a projetar em papel os jogos digitais. Isso durou até 1993, quando meus pais compraram o primeiro PC da família. Era um excelente microcomputador: contava com um microprocessador 80386SX de 40Mhz e 4 MB de RAM, mais do que o necessário para a criação dos jogos que eu tinha em mente. Em pouco tempo, a partir da leitura do código-fonte dos jogos Gorillas e Nibbles, meu irmão e eu começamos a desenvolver jogos em QBasic. Mais tarde (1996), com acesso a montadores, pude criar jogos (e motores de jogos) com melhor desempenho (em assembly 8086), até que finalmente, com o acesso à internet (1998) e um microcomputador melhor (Pentium 166 Mhz com 32MB de RAM), obtive um compilador C gratuito (DJGPP) e uma biblioteca de jogos (Allegro), e por consequência a possibilidade de criar jogos mais invocados.

Passado algum tempo, em 2009 comecei a rever alguns jogos digitais que eu havia tentado rodar no 80386, mas que não conseguira por falta de potência do microcomputador na época. Um deles, System Shock, deixou-me um pouco frustrado, pois, apesar de parecer ótimo, contava com imersão em primeira pessoa mas não possuía controles estilo Quake (mais conhecido como mouselook), com os quais eu já me acostumara. Por tal motivo, criei-lhe um patch para habilitar o mouselook e outras funcionalidades. Esse retorno à programação de jogos digitais incentivou-me a continuar o curso de Ciência da Computação (que eu abandonara em 2003), e em consequência abriu a possibilidade de transformar um hobby numa profissão.

 

Desenvolvimento Flash em Linux

Hoje, portanto, estou voltando à rotina de criação de jogos digitais. Pretendo aprender a programar em Flash. Contudo, uma vez que não me sinto à vontade em utilizar ambiente Windows para programação, optei por realizar todo o desenvolvimento em Linux (virtualizado), para então executar o programa (jogo) em Windows.

Tomei os seguintes passos para levar a efeito a preparação de meu ambiente de desenvolvimento de jogos digitais:

Instalei a distribuição Arch Linux 64 bit no VirtualBox. Configurei-a para compartilhar um diretório com o host (Windows 8). Baixei um arquivo zip contendo o Flex (ambiente de desenvolvimento Flash) e descompactei-o em um diretório específico para tal fim – “/home/alex/flex”. Adicionei ao “PATH” o diretório “/home/alex/flex/bin”, para habilitar o disparo do compilador a partir de qualquer diretório. Baixei e descompactei a biblioteca Flixel em “/home/alex/install/flixel”. Após, criei um diretório para o projeto e escrevi um Makefile para poder compilá-lo a qualquer momento. Utilizei a ferramenta fcsh-wrap de Alan Hazelden para poder diminuir o tempo de compilação. Além disse, incluí a biblioteca Flixel no “PATH” do compilador para poder utilizá-la normalmente. Como resultado, posso desenvolver jogos em Linux, no editor vim, e executá-los no Windows.

Agora só me resta aprender a programar em Flash (ActionScript) e reiniciar o desenvolvimento de jogos digitais. Passarei a compartilhar neste espaço meu aprendizado nessa tecnologia, e quiçá em outras que me aprouverem no curso do tempo.

Comments Are Closed